Como elaboramos falsas memórias

Uma falsa memória consiste basicamente na distorção de uma experiência por conta da forma como o cérebro recupera as informações armazenadas ou através da inserção de informações tendenciosamente manipuladas. Com o avanço da computação e das ciências cognitivas foi possível verificar alguns aspectos do comportamento humano e responder ainda que precariamente, algumas questões sobre o funcionamento de nossas percepções de mundo.

Basicamente a memória se divide em três operações, codificação, armazenamento e recuperação. Na codificação, o que é sentido através dos mecanismos sensoriais do corpo recebe uma adequação que resulta no preparo da informação que é codificada para o armazenamento na memória. No armazenamento e recuperação ocorrem o arquivamento e acesso ao que foi percebido e registrado.

O que as ciências constataram é que os humanos não guardam informações de forma estática como em um computador, os humanos não possuem uma memória de eventos, mas sim uma memória de interpretações. Esta é a principal diferença entre um computador e um humano, quando o assunto é arquivamento de dados ou informações.

Um computador guarda na memória, “dados”, enquanto um humano arquiva informações significativas, ou seja, interpretações dos eventos vivenciados ou imaginados.

Como guardamos interpretações e não eventos estáticos, nossa memória muda com o passar do tempo. Mesmo quando alguém decora um determinado texto, imagem ou assunto, o arquivamento na memória ocorre através de complexa sucessão de interpretações. É por isso que não conseguimos memorizar coisas que não faça sentido ou que não interpretamos como importante.

A memória humana é seletiva, o arquivamento das informações depende de como cada pessoa interpreta um determinado evento. Assim, um mesmo evento é guardado na memória com significados e interpretações diferentes em cada pessoa.

Não memorizamos o que ocorreu de fato, mas o que interpretamos dos fatos. Isso significa que a porta de entrada para memorizar alguma coisa é o significado que atribuímos ao que ocorreu.

É aqui que surge a falsa memória, também chamado de implante de memória. Basta manipular a interpretação e a memória também é modificada. Esta manipulação pode ocorrer de forma deliberada ou sem o conhecimento dos envolvidos. Uma das técnicas estudadas nesta direção é a chamada mensagem subliminar, técnica que busca meios de sugerir certas interpretações.

Nossa memória é constituída de ajustes feitos em concordância com nossas expectativas, interpretações e crenças sobre nós mesmos e sobre o mundo. No momento em que acessamos um evento guardado na memória modificamos este evento ajustando as lembranças com interpretações e significações do presente. Saiba mais clicando aqui!


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