Desemprego ocasionado por máquinas?

Desemprego e tecnologia parecem evoluir juntos. Que a tecnologia esta mudando a forma como vivemos não é novidade. Um dos temores de algumas pessoas é a falta de trabalho ocasionado pela substituição de humanos por máquinas. Segundo a empresa de consultoria Gartner, nos próximos 10 anos, um em cada três empregados será substituído. Muitas pessoas serão trocadas por algum tipo de tecnologia, softwares, robôs, etc.

Embora o quadro não pareça promissor, os especialistas sinalizam que o mais provável não é o desemprego, mas a mudança de profissão. As pessoas vão se adaptar trocando suas profissões. Neste sentido, os profissionais com maior chance de colocação no mercado serão aqueles que possuírem capacitação tecnológica.

Para Balman (2007), Baudrillard (1997), Postman (1993) e vários outros estudiosos, o problema é mais complexo. Envolve uma possível mudança negativa no comportamento humano. Para esses autores, a formação tecnológica pode gerar profissionais individualistas onde a ideia de sociedade humanizada perde o sentido. Fortalecendo dessa maneira um comportamento egocêntrico.

Para esses autores a tecnologia só é benéfica quando sabemos identificar com clareza as consequências de seus efeitos. Principalmente nas relações humanas. Isso implica um tipo de conscientização promovida pela reflexão do assunto nas escolas e nas famílias. Algo identificado como “consciência tecnológica”.

O crescimento do desemprego pode gerar uma crise financeira e uma série de problemas sociais. Algumas empresas de consultoria alertam para a necessidade de ficarmos atentos. Principalmente sobre como estamos usando a tecnologia para promover a substituição de mão de obra humana por máquinas.

Para quem se interessa pelo assunto, segue alguns livros:

BAUDRILLARD, Jean. Tela Total: Mito-Ironias da Era do Virtual e da Imagem. Porto Alegre, 1997

BAUMAN, Zygmunt. Vida líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.

POSTMAN, N. Tecnopólio: a rendição da cultura à tecnologia. São Paulo: Nobel, 1994.

POSTMAN, N O fim da educação. Rio de Janeiro: Graphia, 2002.

SIBILIA, Paula. Redes ou paredes: a escola em tempos de dispersão. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012.


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