Demócrito e Leucipo

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Esses dois pensadores viveram na Grécia por volta de 400 a.C. Teorizaram sobre a existência do vácuo onde a matéria poderia se mover livremente. Outra inovação atribuída aos pensadores, Demócrito e Leucipo, é a teoria dos átomos.

Eles teorizavam que o universo precisaria ser composto de um número infinito de microscópicos pedaços, que não continham nenhum vazio, por isso não poderiam ser divididos. O fundamento dessa teoria é que tudo que existe é natural e se compõe de várias partes microscópicas indivisíveis, nada pode estar fora da natureza.

Tanto para Demócrito como para Leucipo, tudo é parte da natureza e obedece as mesmas regras. Nesse caso, a alma necessariamente deveria ser composta de átomos. Sendo assim, a alma é um fenômeno físico que pode ser decomposto até sua parte indivisível. Isso sugeriria na perspectiva desses pensadores a impossibilidade de uma vida após a morte.

Tudo que é indivisível pode ser eterno, mas só seria indivisível uma parte microscópica que compõe os objetos existentes na natureza. Nesse sentido, tudo que é composto pode ser dividido e portanto transformado ou eliminado. A alma, pensavam esses estudiosos, para existir precisaria ser composta por elementos da natureza, então poderia ser dividida até sua menor parte. Uma possibilidade nessa linha de raciocínio é a decomposição da alma junto com o corpo.

A principal contribuição de Demócrito e Leucipo é a elaboração dos primeiros passos em direção ao atomismo ou teoria atômica.


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