O surgimento da EaD

Fornecer capacitação profissional para alguém que não pode estar presente em uma sala de aula é o principal objetivo da educação a distância, EaD. Tendo como resultado uma maior propagação do conhecimento.

Em 1728 no EUA o professor Caleb Philips enviava lições por correspondência para seus alunos cuja distância impedia o acesso ao curso. Em 1840 era possível participar de um curso de taquigrafia por correspondência na Grã-Bretanha e cursos preparatórios a distância para concursos públicos já eram oferecidos em 1880.

Nesse sentido, é possível afirmar que a prática de ensino a distância não é algo novo na história da educação. No entanto, foi na década de 1970 que essa modalidade ganhou força, sendo adotada por universidades de diversos países. Entre elas, a Open University na Inglaterra, cujo êxito em educação a distância se tornou referência mundial.

No Brasil o ensino a distância chegou em 1904 através de uma instituição internacional de educação que oferecia cursos profissionalizantes para quem estava em busca de capacitação profissional. O material didático era enviado por correspondência até a residência do aluno. As dúvidas eram resolvidas através de cartas entre os professores e os estudantes.

Os primeiros métodos de ensino a distância iniciaram por correspondência, sendo adaptados conforme foi ocorrendo os avanços tecnológicos, como a popularização do rádio, televisão e dos computadores.

Com a popularização do rádio foi fundada em 1923 a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro com o objetivo de possibilitar a difusão de conteúdo educativo. Aulas em áudio eram transmitidas abordando diversas disciplinas. Esse modelo foi adotado por várias instituições com o tempo. Incluindo em 1950 o Senac, que tinha a Universidade do Ar, focado na transmissão radiofônica de aulas em áudio e variado conteúdo educativo. O governo também lançou através do rádio o Movimento Brasileiro de Alfabetização – MOBRAL, que se efetivou na década de 1970.

No âmbito da televisão foi popular no Brasil o Telecurso 2o grau, um método de ensino a distância em caráter de supletivo que abrangia da 1a à 3a série do ensino médio. Lançado em 1978 pela Fundação Roberto Marinho, foi elaborado em parceria com a TV Cultura e estreou em todo o país através de 39 emissoras comerciais e 9 TVs Educativas. O programa era voltado para pessoas com mais de 21 anos que pretendiam fazer os exames supletivos oficiais para obter certificado de conclusão do 2º grau. Depois, em 1981, a Fundação Roberto Marinho, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e a Universidade de Brasília (UnB), lançou o Telecurso 1º grau, que abrangia da 5ª à 8ª série do ensino fundamental.

Atualmente com a possibilidade dos computadores, celulares e tablets conectados na internet, o acesso e o surgimento de cursos online é na faixa dos milhares. Sem contar os e-books, apostilas, vídeos e podcast espalhados pelo mundo. O conhecimento está literalmente ao alcance da mão, ao passo de alguns cliques.


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