O surgimento do capacete cerebral

Controlar máquinas com a mente tornou-se realidade e a evolução tem sido surpreendente. Em 2003 a previsão dos cientistas era de 2 anos para os primeiros implantes cerebrais que permitiriam o controle de próteses por pessoas com alguma deficiência. Esta convicção surgiu após testes com macacos onde os animais controlaram um braço robótico usando apenas seus pensamentos.

Confirmando o prognóstico dos cientistas, o austríaco Christian Kandlbauer que perdeu os dois braços em um acidente elétrico em setembro de 2005 foi capaz de viver uma vida normal em grande parte graças ao braço robótico controlado pela mente.

Infelizmente Christian Kandlbauer faleceu em um acidente de carro em 21 de outubro de 2010. A perícia não conseguiu determinar se o acidente ocorreu devido a uma possível falha na prótese controlada pela mente. O trajeto era percorrido diariamente por Christian que, usando seu braço robótico para dirigir o veículo a mais de três anos transitava normalmente com seu veículo.

Christian Kandlbauer foi a primeira pessoa fora dos Estado Unidos que recebeu implantes para controlar um braço robótico. Em março de 2009 a empresa de tecnologia japonesa Honda anunciou uma nova evolução no controle de equipamentos através da mente. Ao invés de usar implantes a nova tecnologia permite o controle através de um capacete.

Para controlar o robô, a pessoa coloca o capacete e só tem que pensar em fazer o movimento. Seus inventores esperam que um dia a tecnologia de controle da mente permita que as pessoas possam controlar os equipamentos sem precisar ocupar as mãos ou depender de implantes cirúrgicos.

O capacete é a primeira “máquina de interface cérebro-máquina” que combina duas técnicas diferentes para captar a atividade no cérebro. Os sensores do capacete detectam sinais elétricos através do couro cabeludo, da mesma forma como um EEG (eletro-encefalograma). Os cientistas combinaram isso com uma outra técnica chamada espectroscopia por infravermelho, que é usada para monitorar mudanças no fluxo sanguíneo no cérebro.

A atividade cerebral detectada pelo capacete é enviada para um computador, que usa o software para trabalhar o movimento que a pessoa está pensando. Em seguida, envia um sinal para o robô para executar o movimento pensado. Normalmente, isso leva alguns segundos para que o pensamento se transforme em uma ação robótica.

A interface de controle robótico com a mente através do capacete ainda é experimental, um dos problemas que precisa ser superado é referente as distrações do pensamento na hora de enviar um comando. No caso dos implantes a precisão é bem maior. A tecnologia está avançando, em alguns anos o capacete de controle mental para equipamentos robóticos e games deverá ser uma realidade eficiente e popular.

Quando se fala de controle de máquinas e aparelhos usando a mente, as empresas de tecnologia estão apostando alto para o futuro, com grandes investimentos e grupos de pesquisa altamente qualificados.


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