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Liberdade ou monitoramento contínuo?

Não é novidade que a tecnologia quando usada adequadamente serve ao propósito de igualar pessoas e promover a liberdade de criação. Não faz muito tempo que vídeos, animações e sons eram uma produção exclusiva de centros tecnológicos onde uma pessoa comum não poderia ter acesso. Neste sentido, criar um vídeo era assunto exclusivo das produtoras de cinema e vídeo, em especial devido o alto custo.

Com a evolução tecnológica adquirimos a liberdade de criar nossos vídeos, sons, animações e um vasto conteúdo digital, incluindo o direito de distribuir nossa criação em regime de livre acesso através da internet. Na medida em que avançamos no desenvolvimento tecnológico, maior é nossa liberdade de criação. Um exemplo disso são as impressoras 3D que estão se popularizando e num futuro permitirá que as pessoas construam equipamentos distintos com objetos de variada natureza, como uma arma de fogo, uma faca ou ainda próteses, uma simples panela, talheres ou um parafuso qualquer.

Assim como ocorreu com a liberdade de criação dos conteúdos digitais, também teremos certa liberdade de produção na confecção de objetos, bem como, na manipulação química.

Esta possibilidade tem dividido opiniões e gerado um dilema que parece afetar todos nós. Uma cena possível é a de algum maluco de plantão produzindo no conforto de sua casa um vírus mortal ou algum tipo de armamento com a intenção de machucar pessoas, como a impressão 3D de uma arma ou algum dispositivo para produzir explosão, bombas.



Já existe uma comunidade norte americana onde o objetivo é produzir de forma colaborativa, publicar e distribuir ao público informações e conhecimentos relacionados à fabricação digital das armas com o intuito de proteção pessoal. Veja em: https://defdist.org

Aqueles que defendem o livre acesso de técnicas para produção tecnológica apresentam um quadro favorável observando a história do comportamento humano. No EUA, por exemplo, a compra de armas é algo muito fácil e o numero de casos de malucos atentando contra a vida da população é algo relativamente pequeno. Em outras palavras, este comportamento prejudicial é exceção. Vários são os exemplos que parecem apontar nesta direção.

Do outro lado da questão existem aqueles que argumentam contra o livre acesso tecnológico, em especial nas áreas da biotecnologia e no acesso aos sistemas tecnológicos como a impressora 3D, afirmam que no caso da biotecnologia talvez basta um maluco para criar o caos no mundo, apontam a criação de vírus que afetam humano como o principal temor. Assim como o uso de impressão 3D para fins agressivos.

De ambos os lados o problema se mostra complexo e de difícil solução. Parece que Não existe decisão sem prejuízos. Liberdade com privacidade ou monitoramento contínuo? Como equacionar essa questão?





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