Morte, arte e cuidado paliativo

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Quando alguém chamado Samuel Nicholets morreu em 1661, na inglaterra, um anel de ouro foi feito em sua homenagem. O autor do excêntrico anel é desconhecido. O anel é oco e possui no seu interior mechas de cabelo do próprio Nicholets. Estrategicamente as mechas podem ser observadas por aberturas no anel, elas foram inseridas dentro do anel por trás do brasão de armas esmaltado entre os desenhos de crânios e ossos. Ao que tudo indica é algo para lembrar e refletir sobre a mortalidade.

O anel segue uma moda da época em se representar a morte pela confecção de anéis, brincos e outros tipos de ornamentos. Quase sempre com alguma parte do corpo do falecido, como unhas, cabelos ou dentes.

A ocorrência de morte é algo tratado de diferentes formas em cada cultura, em alguns países é um tabu. No Brasil não é incomum um tipo de negação da finitude eminente. Esse é o caso vivenciado por pacientes em estágio terminal, onde a família precisa lidar com o trauma da despedida e muitas vezes não aceita abordar o assunto quando o paciente manifesta desejo de organizar e falar sobre sua própria morte.

Na atualidade, no âmbito das ciências da saúde, muito se estuda sobre os métodos adequados para o cuidado paliativo, um tipo de cuidado destinado para aqueles que aguardam a morte previamente diagnosticada. Geralmente isso ocorre quando a ciência ainda não dispõe dos meios necessários para promover uma cura. Retando o melhor auxílio possível para que o paciente passe pelo processo de forma humanizada.

Neste link aqui, é possível encontrar diversos artigos científicos sobre cuidado paliativo. Um outro artigo interessante pode ser lido clicando aqui!


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