O fenômeno eletromagnético do cérebro

Com o avanço das tecnologias e dos equipamentos de medições alguns detalhes sobre o funcionamento do cérebro estão sendo desvendados. Uma curiosidade está no fato do cérebro funcionar através de múltiplas ondas eletromagnéticas. Os cientistas estudam geralmente redes cerebrais, estas são áreas do cérebro que trabalham regularmente em conjunto. A observação destas áreas é feita utilizando imagens de ressonância magnética para acompanhar o fluxo sanguíneo.

O pressuposto científico é que um aumento no fluxo de sangue para uma parte do cérebro indica atividade aumentada nas células cerebrais dessa região. A conclusão é que um determinado evento no cérebro tem como conseqüência maior fluxo de sangue.

Como a ressonância magnética trabalha na observação dos fluxos sanguíneos e estes ocorrem em uma média a cada 10 segundos, existe limitação para frequências maiores que 0,1 hertz. Acima disso a ressonância magnética não consegue observar.

Atualmente os cientistas já conseguiram determinar que alguns sinais no cérebro são na faixa de 500 hertz. Uma técnica chamada magnetoencefalografia consegue detectar sinais até 100 hertz, com eficiência. Observação do cérebro acima dos 100 hertz ainda é uma tarefa complicada devido a nossa tecnologia atual, precisamos evoluir um pouco mais, é uma questão de tempo.

O que se conseguiu observar até o momento é que o cérebro possui um complexo sistema de redes neurais que evitam colapsos e choques no fluxo de sinais através do método de diferenciação da freqüência de pulso eletromagnético. Em outras palavras, o cérebro usa de diversas frequências diferentes para entregar corretamente um determinado fluxo de informação, sem misturar os dados.

Por exemplo, as redes que incluem o hipocampo, uma área do cérebro crítica para a formação da memória, funcionam em frequências na faixa de 5 hertz. No caso da redes envolvidas nos sentido de direção e movimento, funcionam frequências entre 32 e 45 hertz. Muitas outras redes cerebrais são constituídas nas frequências entre oito e 32 hertz.

Ainda não é completo o mapeamento do cérebro e muito depende de tecnologias futuras. Perto do que falta conhecer avançamos uma pequena parte.

Pessoas com doenças como esquizofrenia, depressão, entre outras, apresentaram uma diferença na freqüência eletromagnética de certas regiões em comparação com as pessoas sem a manifestação destas doenças. Uma falha na freqüência de transmissão dos dados parece gerar o comportamento esquizofrênico ou depressivo.

Pesquisadores da Washington University School of Medicineem St. Louis, do Centro Médico da Universidade de Hamburgo-Eppendorf e da Universidade de Tubingen, estão trabalhando no mapeamento destas múltiplas frequências na busca por desvendar a complexa engenharia eletromagnética do cérebro. Alguns resultados foram publicados em 2012 na revista científica Nature Neuroscience.


Garanta sua privacidade!
Baixe aqui o Navegador Brave.