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Psicopatas tiveram algo em comum na infância

A infância é um período determinante na vida de toda pessoa, pois é nele que adquirimos noções básicas de afeto, aprendizado e convivência familiar. Foi partindo dessa ideia que cientistas noruegueses resolveram estudar os psicopatas: como será que foi a infância dessas pessoas? Como eram seus pais? Suas relações familiares?
Para descobrir essas respostas, pesquisadores ficaram frente a frente com presidiários considerados psicopatas e fizeram uma série de perguntas a essas pessoas. As respostas não deixaram dúvidas: eles têm em comum uma infância marcada pela negligência dos pais ou por uma educação extremamente autoritária e controladora. Quase dois extremos.
Conhecidos pela falta de empatia e pela grande capacidade de manipular as pessoas sem sentir qualquer tipo de culpa, psicopatas se comportam socialmente de maneira fria e violenta. Os pesquisadores descobriram também que todo presidiário cujo comportamento se encaixa no espectro da psicopatia tem algum histórico de abuso físico ou psicológico durante a infância

A Dra. Aina Gullhaugen, que conduziu a pesquisa, disse, em declaração publicada no New York Post, que essas pessoas, sem exceção, sofreram algum tipo de violência grave na infância, provinda por seus pais ou responsáveis. “E muitas das descrições deixaram claro que sua crueldade posterior era uma tentativa de resolver esse dano, mas de uma maneira inadequada ou ruim”, completou. Disse, ainda, que os pais de psicopatas criminais ou foram totalmente ausentes ou eram abusivos, agressivos e obsessivos. “Ou eles viveram uma situação em que ninguém se importava, na qual a criança era submetida a controle total e precisava ser submissa; ou a criança foi submetida a um estilo parental negligente”, explicou.
A pesquisadora ressaltou, no entanto, que os pais não são os totais responsáveis pelo desenvolvimento de um comportamento psicopata, assim como há muitas pessoas que não tiveram uma infância boa e não se tornaram criminosas: “Nem todo comportamento imprudente é explicado por uma educação ruim, mas também não herdamos tudo. Esse é o meu ponto principal”, concluiu.

FONTE(S) NEW YORK POST/SARAH BARNS