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Filme: Coração de Leão e o cinema argentino

Por Beto Canales em 08/2017 | Deu erro? avise aqui

Não me canso de repetir que o cinema argentino é um dos melhores do mundo, senão o melhor.

As produções tem algumas marcas, como a simplicidade e temas muito interessantes e quase sempre são cuidadosamente bem produzidas e dirigidas. Dificilmente você verá um filme argentino e o classificará como ruim.

Pois em Coração de Leão, o Amor Não Tem Tamanho, todos os quesitos expostos aí acima estão presentes.

É bem dirigido, bem produzido, simples e com um tema que faz pensar. Além disso chama a atenção para o efeito usado para tornar o excelente Guillermo Francella, de O Clã e o inesquecível O Segredo dos Seus Olhos, em um homem de 1 metro e 35 centímetros. Confesso que sequer percebi quando vi o filme. Somente notei quando lembrei do ator em outros filmes e me dei conta que não se tratava de um anão. Seu par romântico, a também talentosa e pouco conhecida Julieta Díaz, de 2 mais 2 e Refugiados, desempenha com muita graça o papel de Ivana, uma advogada em crise.

Julieta Díaz

Comédia Romântica

O filme é uma comédia romântica dessas boas de ver que a crítica especializada adora destruir. Talvez partindo da premissa, muito errada, que um bom filme não pode ser simples, ela é impiedosa com Coração de Leão. Provavelmente a necessidade de parecer “intelectual” não permite aos críticos que comportam-se como o povo e gostem do que é bom, simples e divertido.

Se vejo uma comédia romântica, quero basicamente duas coisas: rir e me emocionar.

O filme, além de trazer isso tudo com naturalidade, ainda tem como plus uma história excelente, que trata o preconceito sem preconceito, e mostra o que de ruim todos nós, ou quase todos, temos inserido em nossa personalidade, a dificuldade de aceitarmos e convivermos com o diferente.

Mas isso é um detalhe. Um excelente enorme detalhe. O que vale mesmo é a graça do filme. Apesar de ter embutido um tema pesado, ele é leve e transcorre sem amarras.

É um filme bom e fácil de ver. É um filme pra sorrir e se emocionar. É um filme para não ler a crítica.

Está no Netflix.